AGRONEGÓCIO

Estudo mostra alta exposição de áreas habitadas da Amazônia à seca no último El Niño

Mais de um terço das ocupações humanas existentes na Amazônia teve alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024,…

Mais de um terço das ocupações humanas existentes na Amazônia teve alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo MapBiomas. Entre 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 foram atingidas de forma intensa. O levantamento reúne dados de chuva, superfície de água sobre a terra e temperatura para medir os efeitos do fenômeno climático no bioma.

O estudo aponta que, entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica registrada entre 1985 e 2025. No mesmo período, o volume de chuva ficou 27% abaixo da média, enquanto a temperatura máxima média subiu 2,6ºC em relação ao padrão histórico observado nesses três meses.

Segundo o MapBiomas, o El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, com alteração na circulação atmosférica e irregularidade nos volumes de chuva. Na Amazônia, o fenômeno está associado à seca e ao aumento da temperatura.

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O pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e integrante da equipe Amazônia do MapBiomas, Bruno Ferreira, afirmou que a combinação de menos chuva e temperaturas mais elevadas aumenta a demanda evaporativa da atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação.

A análise também avaliou os efeitos sobre diferentes tipos de invasão humana, como núcleos urbanos e rurais, territórios indígenas, quilombolas e assentamentos. De acordo com os pesquisadores, 93% dos locais analisados, o equivalente a 5.273 localidades, estão a até 5 quilômetros de áreas que sofreram redução da superfície de água. Bruno Ferreira destacou ainda que a seca se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades ligadas aos sistemas fluviais.

Ao longo dos 41 anos da série histórica, o estudo registra perda de 3,9 milhões de hectares de vegetação nativa na Amazônia, o equivalente a uma redução de 14% da cobertura verde anterior. O trabalho usou dados das coleções 11 de Cobertura e Uso da Terra, 5 de Água e beta de Atmosfera do MapBiomas, além de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

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Diego Freitas

Diego Freitas

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