ECONOMIA

Câmara aprova urgência de projeto que muda regras orçamentárias para viabilizar Redata

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) o regime de urgência para o projeto de lei complementar…

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) o regime de urgência para o projeto de lei complementar que cria exceções às regras fiscais vigentes para permitir a execução, em 2026, de benefícios tributários e despesas obrigatórias já previstas no Orçamento – como o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) e a ampliação da licença-paternidade. A proposta agora poderá ser votada diretamente no Plenário da Casa. O texto, apresentado pelo então líder do governo na Câmara, agora ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), determina que, se a perda de receita já estiver incorporada ao Orçamento ou tiver compensação, deixa de incidir a proibição de concessão de benefícios tributários. “Importa ressaltar, de forma enfática, que a proposição não implica criação de novas renúncias de receita ou despesas obrigatórias sem respaldo orçamentário. Ao contrário, limita-se a explicitar e resguardar situações já consideradas na elaboração e aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2026, ou que atendam rigorosamente às exigências da legislação fiscal vigente. O objetivo central é conferir segurança jurídica, previsibilidade e racionalidade à execução das políticas públicas, evitando interpretações que possam inviabilizar medidas legítimas e já planejadas”, argumenta Guimarães no parecer. Além disso, o projeto flexibiliza regras para criação de despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos decorrentes de desoneração assumida contratualmente pela União e para a ampliação da licença-paternidade e salário-paternidade. A Lei de Diretrizes Orçamentária de 2026 impõe restrições à aprovação de projetos que reduzam a arrecadação ou criem despesas obrigatórias, além de vedar a concessão de novos benefícios tributários. Além disso, a lei do arcabouço fiscal determina que quando a União cria ou prorroga um benefício da seguridade social, o crescimento anual dessa nova despesa também precisa respeitar o limite de crescimento das despesas do arcabouço fiscal. O texto dispensada especificamente dessa trava sobre o crescimento anual as despesas com licença paternidade. Deputado José Guimarães (PT-CE) Mário Agra/Câmara dos Deputados

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Camila Pacheco

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