ECONOMIA

El Niño: oceanos batem recorde de temperatura, mas o alerta dos cientistas é outro

Entre a última sexta-feira (21) e o último sábado (22), os oceanos do mundo atingiram uma das temperaturas mais altas…

Entre a última sexta-feira (21) e o último sábado (22), os oceanos do mundo atingiram uma das temperaturas mais altas já registradas. A média global da temperatura da superfície dos oceanos chegou a 21,1°C.

O nível supera o recorde médio diário registrado em março de 2024, segundo o serviço climático europeu Copernicus, e é impulsionado tanto pelo fenômeno natural El Niño —ainda longe do seu pico — quanto pelas mudanças climáticas causadas por humanos.

Segundo o Copernicus, a tendência para os próximos meses é que as águas oceânicas se aqueçam ainda mais.

Especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) classificam o recorde como “muito preocupante”.

As águas excepcionalmente quentes afetam tanto os ecossistemas marinhos quanto os terrestres.

“Um oceano tão quente desestabiliza os padrões climáticos e ameaça a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a vida marinha”, avalia a NOAA.

Tempestades intensas e noites mais quentes

O serviço climático Copernicus explica que, quando o oceano se aquece, ele se torna mais ácido e transporta menos oxigênio. Isso não apenas prejudica a produção de alimentos que depende dos mares, como também altera as correntes oceânicas e os padrões climáticos, intensificando tempestades.

Como o Hemisfério Sul é majoritariamente coberto por oceanos, que absorvem e liberam calor lentamente, a temperatura da superfície do mar costuma atingir seu pico em março e abril. Neste ano, porém, o recorde foi estabelecido em agosto.

Por isso, a entidade avalia que o aquecimento dos oceanos poderá se intensificar ainda mais nos próximos meses, já que o pico do atual El Niño está previsto entre novembro deste ano e janeiro de 2027.

Consequências econômicas e ambientais

Especialistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, demonstraram preocupação com o aquecimento recorde das águas oceânicas.

Para eles, os oceanos funcionam como um “termostato” do planeta, ajudando a regular o clima global. Por isso, o aquecimento recorde das águas indica desafios crescentes para a segurança alimentar e a economia global.

Nesse sentido, cientistas alertam para impactos intensos, sobretudo no Hemisfério Sul, com riscos para recifes de corais, pescarias e a disponibilidade de alimentos. Espécies marinhas fundamentais para a cadeia alimentar, por exemplo, podem ter sua reprodução e sobrevivência comprometidas pelas águas mais quentes.

Embora alguns corais estejam demonstrando capacidade de adaptação ao calor, os pesquisadores afirmam que o ecossistema marinho como um todo continua sob forte ameaça.

“É assustador”, disse John Bruno, ecologista marinho da Universidade da Carolina do Norte.

Segundo ele, o fato de os oceanos já registrarem temperaturas excepcionalmente elevadas antes do pico do El Niño aumenta a preocupação com os possíveis impactos no Hemisfério Sul durante o verão de 2027.

*Com informações de Estadão Conteúdo.

**Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “El Niño: oceanos batem recorde de temperatura, mas o alerta…”?
Entre a última sexta-feira (21) e o último sábado (22), os oceanos do mundo atingiram uma das temperaturas mais altas já registradas. A média global da temperatura da superfície dos oceanos chegou a 21,1°C. O nível…
O que a matéria explica sobre “Tempestades intensas e noites mais quentes”?
O serviço climático Copernicus explica que, quando o oceano se aquece, ele se torna mais ácido e transporta menos oxigênio. Isso não apenas prejudica a produção de alimentos que depende dos mares, como também altera as correntes oceânicas e os padrões climáticos,…
O que a matéria explica sobre “Consequências econômicas e ambientais”?
Especialistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, demonstraram preocupação com o aquecimento recorde das águas oceânicas. Para eles, os oceanos funcionam como um “termostato” do planeta, ajudando a regular o clima global. Por isso, o aquecimento recorde das águas…
Quem edita o conteúdo do Estrato Educação?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Educação, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://educacao.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://educacao.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://educacao.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato Educação?
Metodologia, ética e transparência estão em https://educacao.estrato.cc/metodologia/, https://educacao.estrato.cc/etica-editorial/ e https://educacao.estrato.cc/politica-editorial/.
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo integra a equipe editorial do Estrato Educação, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato Educação. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato Educação, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário