ECONOMIA
Juros futuros perdem força com cenário eleitoral e moderação dos Treasuries
A curva de juros futuros recuou em quase todos os vencimentos nesta quinta-feira (3), em linha com a perda de…

A curva de juros futuros recuou em quase todos os vencimentos nesta quinta-feira (3), em linha com a perda de força nos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, durante maior parte do pregão, além dos reflexos positivos do quadro eleitoral.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou a 13,575%, estável em relação ao fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,885%, ante 13,950% do fechamento anterior, recuo de 6,5 pontos-base.
A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, cedeu 3,5 pontos-base e terminou o dia a 14,285%, ante 14,320% do fechamento da última quinta-feira (20).
Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,340%, ante 4,334% do ajuste anterior, por volta de 18h05 (horário de Brasília).
Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,772%, de 4,762% da última quarta-feira, no mesmo horário.
O que mexeu com os DIs hoje?
Os investidores seguiram de olho no cenário eleitoral apertado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na pesquisa Futura divulgada nesta quinta-feira, Lula aparece na liderança, com 38,7%, no principal cenário de primeiro turno, e Flávio em segundo, com 33,6%.
A pesquisa apontou também a manutenção do empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O atual presidente recuou de 46,3% para 45,6% das intenções de voto entre junho e julho, e o senador caiu de 46,2% para 45,2%.
No exterior
Os Treasuries fecharam perto da estabilidade após as falas do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller de que, se os próximos dados confirmarem que as pressões inflacionárias estão diminuindo, ele está inclinado a defender a manutenção da taxa de juros na próxima reunião do Fed.
“Minha decisão sobre a postura adequada da política monetária será fortemente influenciada pelo que soubermos sobre a inflação de agosto”, disse Waller em um discurso preparado para ser proferido em um evento do Reuters NEXT Newsmaker em Washington.
Na ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta nos juros pelo Fed em setembro caiu de cerca de 63% na quarta-feira (2) para 50,4% hoje.
Amanhã, o mercado monitora o principal dado do mercado de trabalho dos Estados Unidos acompanhado pelo Fed, o payroll.
*Com informações de Reuters
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
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- O que a matéria explica sobre “No exterior”?
- Os Treasuries fecharam perto da estabilidade após as falas do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller de que, se os próximos dados confirmarem que as pressões inflacionárias estão diminuindo, ele está inclinado a defender a manutenção…
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