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Bitcoin hoje: BTC sobe para US$ 78 mil e ignora pressão da queda de ações de IA
O Bitcoin abre a semana em alta e volta à faixa dos US$ 78 mil nesta segunda-feira (14), destoando da…

O Bitcoin abre a semana em alta e volta à faixa dos US$ 78 mil nesta segunda-feira (14), destoando da queda global das ações ligadas à inteligência artificial em uma semana que deve ser marcada pela decisão de juros do Federal Reserve na quarta-feira.
Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 1,6%, cotado a US$ 77.972 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 402.055, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 1,3%, a US$ 2.517. Já o XRP salta 4,2%, enquanto a Solana tem alta de 2% e a BNB sobe 1%.
A recuperação de hoje ocorre mesmo sem um gatilho específico de cripto e enquanto o Bitcoin ainda consolida abaixo da máxima recente de US$ 82.284, atingida após um rali que levou o preço de cerca de US$ 64 mil, em agosto, para a faixa atual.
O contraste com as bolsas chamou atenção. Futuros do Nasdaq caíam mais de 1,5%, enquanto futuros do S&P 500 também recuavam. A pressão veio depois que líderes de empresas de tecnologia voltaram a defender uma desaceleração no desenvolvimento de modelos avançados de IA por razões de segurança. A fala reacendeu dúvidas sobre a continuidade do forte ciclo de investimento em chips, data centers e infraestrutura de inteligência artificial.
A queda atingiu principalmente empresas associadas à tese de IA. Nvidia, Intel, Marvell, SK Hynix, SoftBank e outras companhias do setor recuaram, enquanto índices asiáticos e europeus também sentiram o impacto. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu mais de 3%, pressionado por ações de semicondutores.
Cripto resiste à queda da tecnologia
A alta do Bitcoin sugere uma pausa na correlação recente entre cripto e tecnologia. Em outros momentos, quedas no Nasdaq costumavam pressionar o BTC, especialmente quando o movimento vinha acompanhado de dólar forte e juros elevados. Desta vez, porém, o mercado cripto ficou entre as poucas classes de ativos no positivo ao lado do petróleo.
Mesmo assim, o cenário macro segue longe de ser confortável. O petróleo voltou a subir com força após novos episódios de tensão no Oriente Médio. O Brent chegou perto de US$ 108 por barril, enquanto o WTI ficou acima de US$ 102, em meio a ataques e interrupções em infraestrutura ligada ao transporte de energia. A alta do petróleo aumenta o risco de pressão inflacionária e mantém o Federal Reserve no centro das atenções.
O mercado ainda precifica alta de juros pelo Fed nesta semana. Segundo o Wall Street Journal, investidores viam probabilidade próxima de 87% para uma elevação de 0,25 ponto percentual na decisão do banco central americano. Juros mais altos normalmente dificultam a alta do Bitcoin porque aumentam o retorno dos títulos públicos e reduzem o apetite por ativos sem rendimento próprio.
Apesar disso, a queda dos juros longos nesta manhã ajudou a aliviar parte da pressão. O rendimento do Treasury de 10 anos seguia pouco abaixo de 5%, enquanto o de 30 anos permanecia acima de 5,3%. O dólar avançava, e o ouro recuava para perto de US$ 4.300 a onça, mostrando que o movimento positivo em cripto não foi simplesmente uma busca generalizada por proteção.
Derivativos mostram aposta moderada na alta
Nos derivativos, o movimento também indica melhora no sentimento, mas sem sinal de euforia extrema. O interesse em aberto agregado estava em cerca de US$ 59,7 bilhões, com volume de US$ 62,7 bilhões em 24 horas. As liquidações somaram US$ 127,8 milhões, cerca de metade do observado na sexta-feira, o que sugere uma alta mais gradual, e não apenas um novo aperto de posições vendidas.
O interesse em aberto do Bitcoin subiu pouco mais de 2%, para US$ 24,8 bilhões, enquanto o do Ethereum avançou quase 3%, para US$ 14,8 bilhões. As taxas de financiamento também ficaram positivas e em alta, indicando que mais traders estão dispostos a pagar para manter posições compradas.
A leitura é reforçada pelos contratos futuros. Na Deribit, os contratos de setembro e novembro negociavam com prêmios anualizados próximos de 5,5% e 5,8%, enquanto contratos de setembro na Binance apontavam prêmios entre 6,2% e 8,5%. Esse diferencial mostra que traders seguem inclinados a apostar em alta do BTC, mesmo com o Fed e o petróleo ainda como riscos no radar.
Por enquanto, o Bitcoin tenta se firmar novamente acima dos US$ 78 mil, mas ainda precisa romper com mais força a região dos US$ 80 mil para confirmar retomada do rali. A resistência à queda das ações de IA é positiva para o mercado cripto, mas a continuidade da alta dependerá dos juros, do tom do Fed e da capacidade do BTC de atrair fluxo mesmo em um ambiente de maior incerteza macroeconômica.
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