EDUCAÇÃO

Celular vira ferramenta pedagógica em escolas, mas infraestrutura tecnológica e conexão de internet são desafios, dizem gestores

Aluno usando celular na sala de aula em escola no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Quase dois anos após a proibição…

Aluno usando celular na sala de aula em escola no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Quase dois anos após a proibição do uso de celulares nas escolas do país, 4 em cada 10 instituições permitem que o aluno leve o aparelho pessoal para as dependências escolares. O desafio para essas escolas é definir critérios para alocação dos celulares durante as atividades letivas. Entre as escolas que garantem a permanência do aparelho nas dependências, 66% permitem o uso dos celulares pessoais para fins pedagógicos. A alternativa é ainda mais comum em escolas do Norte e do Nordeste, de áreas rurais e de pequeno porte (até 150 alunos). O cenário já havia sido abordado em junho em uma pesquisa do Ministério da Educação, mas foi detalhado no TIC Educação 2025, divulgado nesta terça-feira (3). O TIC Educação é realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Nesta edição, foram ouvidos por telefone 2.404 gestores de escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais. Agora no g1 Enquanto 51% das escolas proíbem o aluno de levar um aparelho pessoal, 24% das instituições orientam que o celular fique guardado em bolsos ou mochilas. Apenas 16% disponibilizam locais para o armazenamento do aparelho durante as aulas. Uma em cada 10 escolas (9%) não sabem como aplicar a medida, ou não respondeu. Os cenários variam de acordo com a dependência administrativa, o nível de ensino ofertado e também da área onde está localizada a escola. Escolas municipais, de anos iniciais do ensino fundamental e em áreas urbanas tendem a ser mais rígidas, não permitindo que o aluno leve o aparelho. Em contrapartida, escolas estaduais e de ensino médio têm maior dificuldade para restringir o celular, além de serem as que mais permitem que o aparelho permaneça com o aluno, mesmo que com orientação de que ele seja guardado durante as aulas. Conexão e recursos tecnológicos Outro aspecto avaliado pelo levantamento é a infraestrutura tecnológica e a conexão das escolas brasileiras para a realização de atividades educacionais, o que revelou mais disparidades entre as redes. 71% das escolas brasileiras têm equipamentos e materiais audiovisuais, como recursos de áudio e vídeo para uso educacional (o câmeras digitais, microfones ou outros recursos de vídeo e áudio); 23% das escolas têm equipamentos e materiais para aulas de robótica; 22% têm equipamentos e materiais como ferramentas, kits de marcenaria, eletrônica ou costura, impressora 3D, cortadoras ou outros recursos para atividades maker. Em 2026, Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP), conquista vaga no Mundial de Robótica, no Japão Divulgação/Secretaria de Educação do Estado de São Paulo O documento também traz a evolução da conexão de internet para uso dos alunos em salas de aula, em salas de recursos de robótica ou em pátios e áreas de recreação. 69,5% das escolas da rede pública têm internet nas salas de aula; a conexão está disponível em 55% das escolas privadas. a rede privada lidera nos recursos de robótica, mas ainda não é algo significativo: 27% das escolas particulares contam com esse elemento educacional, contra 14% na rede estadual e 6% da municipal. já a disponibilidade de conexão em pátios e outros ambientes de recreação escolar está em queda em todas as redes, estando em apenas 40,5% das escolas públicas e 29% das escolas privadas. Outros destaques Telas e saúde mental: 8 em cada 10 escolas (80%) abordam o impacto do uso de tecnologias no bem-estar dos estudantes em reuniões com pais e professores. O tema cresceu 18 pontos percentuais em apenas um ano (era 62% em 2024). Inteligência Artificial é realidade entre os gestores, mas falta diretriz: Dados inéditos mostram que 53% dos gestores já usam a tecnologia na administração e 37% das escolas permitem que alunos usem IA em atividades, mas apenas 22% das instituições possuem algum guia ou diretriz formal de uso. Barreira familiar: Apesar de 65% das escolas realizarem atividades de educação digital, gestores apontam a baixa participação das famílias (75%) e a falta de recursos de apoio (64%) como os principais obstáculos para que os projetos saiam do papel.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Celular vira ferramenta pedagógica em escolas, mas infraestrutura tecnológica e…”?
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Larissa Monteiro

Larissa Monteiro

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