CARREIRA · MERCADO DE TRABALHO

35 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão no Sul do PI

Trabalhadores são resgatados em condições análogas a escravidão no PI Divulgação/MPT-PI Trinta e cinco trabalhadores submetidos a condições análogas à…

Trabalhadores são resgatados em condições análogas a escravidão no PI
Divulgação/MPT-PI
Trinta e cinco trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados na última sexta-feira (10) durante uma fiscalização em uma fazenda produtora de grãos, na zona rural de Santa Filomena, no Sul do Piauí. A operação foi divulgada nesta sexta-feira (17).
O resgate foi realizado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). Durante a ação, foram encontradas diversas irregularidades e condições degradantes de trabalho, a maioria dos trabalhadores eram de municípios maranhenses e dependiam integralmente da estrutura disponibilizada pela fazenda para morar durante o período de trabalho.
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A equipe encontrou 35 trabalhadores alojados em um imóvel conhecido como “Pontãozim”, localizado às margens do Rio Parnaíba, na divisa entre o Piauí e o Maranhão. No alojamento, a água destinada ao consumo era fornecida por um bebedouro em condições sanitárias inadequadas. No interior do equipamento foram encontradas rãs, incluindo uma morta, além de um material com aparência semelhante a fezes.
Os quartos destinados ao descanso eram pequenos, sem ventilação e iluminação adequadas. Também não eram fornecidas roupas de cama, e os armários eram insuficientes para a quantidade de trabalhadores. A quantidade de camas também era insuficiente, o que fazia parte dos trabalhadores a dormir em colchões diretamente no chão.
Nos quartos também foram encontrados recipientes com óleo diesel e botijões de gás armazenados, além das instalações elétricas, que não eram adequadas, e expunham os trabalhadores a riscos de incêndio, explosões e choques elétricos.
A fiscalização apontou que os trabalhadores tinham que fazer suas refeições sentados no chão pois o local não havia refeitórios. além dos sanitários não eram suficientes para a quantidade dos trabalhadores, de acordo com o órgão, não possuíam lavatórios nem mictórios, e também não eram fornecidos itens básicos de higiene, como papel higiênico, papel-toalha e sabão.
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No entorno do alojamento, a fiscalização encontrou ainda um lixão a céu aberto com restos de alimentos, equipamentos de proteção individual (EPIs), peças automotivas, caixas de papelão e resíduos plásticos.
Os empregadores deverão custear hospedagem e alimentação dos trabalhadores até a quitação das verbas, além de garantir o retorno daqueles que desejarem voltar aos municípios de origem.
Após o resgate, foi determinada a rescisão dos contratos de trabalho dos 35 trabalhadores e o pagamento de R$ 189.716,65 em verbas rescisórias. Também foram emitidas as guias para acesso ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, benefício que garante o pagamento de três parcelas no valor de um salário mínimo.
As instituições reforçam a importância das denúncias de trabalho análogo à escravidão, que podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do site.
*Juliana Cristina, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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Fonte: G1 Trabalho e Carreira

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “35 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão no…”?
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Diego Freitas

Diego Freitas

Diego Freitas integra a equipe editorial do Estrato Educação (rede Estrato) na função de Repórter — Estrato Educação. Escopo de cobertura: cobertura editorial de Estrato Educação. No dia a dia, prioriza fontes primárias, datas verificáveis e linguagem clara para o leitor brasileiro. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe, com atualização de matérias quando surgem novos dados oficiais. Este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. Não constitui aconselhamento profissional personalizado. Transparência: correções em /correcoes/, metodologia em /metodologia/ e contato em /contato/.

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